SOBRE

 

 

Teresa Fabião interessa-se pelas artes do corpo como contexto de experimentação e transformação de visões de mundo. A sua pesquisa tem se debruçado sobre a relação entre corpo e cultura, problematizando os interstícios e entrelaçamentos entre diferentes linguagens artísticas, técnicas de dança e realidades culturais/ sociais. Os deslocamentos e seus consequentes entrelugares, os pertencimentos e estranhamentos, as novas identidades em trânsito, entre outras temáticas, são matérias vitais à sua prática criativa e pedagógica. De 2008 a 2016, reside em Salvador (Brasil) onde estuda/ colabora com diversos coreógrafos/bailarinos, se entrusando com a comunidade local e mestres das tradições populares  da capoeira, candomblé, e do samba. O percurso de Teresa se inscreve e é, em si mesmo, expressão do triângulo que une Portugal-Brasil-África(s).

 

Perante uma lacuna de artistas da dança que transitem entre diferentes realidades (prática/teoria, "erudito"/académico/popular) e que, ao mesmo tempo, continuem a dançar, Teresa faz valer um percurso que combina criação-pesquisa-reflexão (em que a componente empírica e reflexiva são igualmente fortes), fomentando os cruzamentos entre pesquisa artística e académica. Licenciada em Som e Imagem, em seus trabalhos, ela explora a interação da dança com outras mídias, tendendo a pensar coreografia num sentido amplo: como diálogo entre dança, imagem, som, figurino, e outras linguagens da cena.

 

STATEMENT:

“Para mim, a dança é uma metáfora para a vida. Ou seja, a partir de determinadas vivências corporais é possível ter insights que podem ser deslocados para o nosso dia-a-dia. Mais do que encarar “dança” somente enquanto técnica, virtuose, coreografia, ou “passos”, entendo esta arte de uma forma holística. Como um espaço metafórico, como uma ação cognitiva em que se expressam padrões de movimento-pensamento, como um modo de estar no mundo a partir do corpo. Como um modo de habitar e desenvolver a sensibilidade (baseada nos sentidos, na presença,  na relação com o outro ou com o espaço ao redor). Por isso, a meu ver, a dança tem um enorme potencial enquanto prática de transformação social.

 

O percurso trilhado ao longo da última década, ligado com criação de dança em diversos tipos de trânsitos (trânsito entre culturas, entre diferentes ambientes sociais e dimensões da sociedade, etc) leva-me a encarar cada vez mais a dança como autoconhecimento (/conhecimento do outro), e, consequentemente, como um caminho frutífero para o diálogo entre culturas, ou entre grupos diferentes.

Nos últimos tempos, tenho vindo a desenvolver uma pesquisa de movimento (work in progress) a partir de re-significações de tradições de dança “locais” (danças africanas/afro-brasileiras), buscando entender como que corpos (e visões de mundo) de sujeitos ocidentais se relacionam e reinterpretam essas influências.

 

Interessa-me a dança como relação com o "outro"  (diálogo intercultural e seus consequentes hibridismos; trabalho com comunidades locais/ grupos excluídos); dança como relação consigo mesmo, como reconexão com o próprio corpo e linguagem de movimento (consciência/ inteligência corporal, expressão pessoal, etc),  num caminho de maior saúde, bem-estar e prazer na sua própria pele. A formação em diversas técnicas somáticas (Gyrokinesis, Pilates e Hatha Yoga), em tradições de dança distintas e o contato com diferentes maneiras de ver o mundo despertaram-me para o poder de transformação e cura envolvidos nesta arte”.

 

CONTATO

 

 

terefabiao@gmail.com

Tel: +351 918 956 919

 

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